
http://super.abril.com.br/saude/coquetel-cancer-437656.shtml
É um distúrbio que impede o doente de se movimentar, apesar de continuarem funcionando os sentidos e as funções vitais (só um pouco desaceleradas). “A pessoa fica parecendo uma estátua de cera. Se ela estiver sentada e alguém posicionar seu braço para cima, ela permanecerá assim enquanto durar o surto”, afirma o neurocientista Ivan Izquierdo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O ataque cataléptico pode durar de minutos a alguns dias e o que mais aflige quem sofre da doença é ver e ouvir tudo o que acontece em volta, sem poder reagir fisicamente. As causas, porém, ainda são um mistério, apesar de não faltarem hipóteses e especulações. “A origem do problema pode ser tanto externa – como um traumatismo craniano – , quanto congênita – má formação em alguma região cerebral”, diz o neurologista Vanderlei Cerqueira Lima, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.Já o psiquiatra Marcio Versiani, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que se trata de “uma manifestação de esquizofrenia ou histeria, no segundo caso geralmente ligada a choques emocionais. Além disso, ocorre em pacientes com distúrbios do sono e pode, ainda, ser um tipo de manifestação de epilepsia, em que a pessoa fica imóvel em vez de ter convulsões”. Todo mundo já ouviu lendas tenebrosas sobre pessoas que teriam sido dadas como mortas e enterradas vivas durante um surto de catalepsia, mas isso é altamente improvável. “Se, de fato, ocorreu algo parecido, só pode ter sido em um passado muito remoto. Hoje em dia existem exames e equipamentos que confirmam o óbito sem margem de dúvida”, diz Vanderlei.
http://super.abril.com.br/saude/catalepsia-442936.shtmlSim, esse ele é responsável por diversos tipos de câncer, que atacam principalmente o aparelho respiratório. Uma vez dentro do corpo humano, as fibras microscópicas do pó de amianto nunca mais são eliminadas. Além de serem imunes às células de defesa do nosso corpo, essas fibras estimulam as mutações celulares, que são a origem dos tumores. “Mas o risco surge apenas quando o material é partido, rachado ou danificado, e seu pó liberado no ambiente. Beber água de uma caixa d’água de amianto não é perigoso”, afirma o médico ocupacional Phil Landrigan, da Escola de Medicina Mount Sinai, em Nova York. Mineradores, trabalhadores da construção civil e outros profissionais que precisam manipular o amianto são os mais afetados, pois o câncer só ocorre após longos períodos de exposição. “Os sintomas podem levar até 50 anos para aparecer”, diz o toxicologista Peter Wardenbach, do Instituto Federal de Segurança Ocupacional e Saúde da Alemanha.Nas últimas décadas, o amianto foi amplamente utilizado devido às suas inúmers qualidades, como resistência ao fogo e à corrosão, pouco peso e baixo custo de produção. Hoje, porém, já foi banido dos Estados Unidos e de quase toda a União Européia. No Brasil, sua utilização ainda é permitida, mas tramita no Congresso Nacional um projeto para que ela diminua progressivamente e seja totalmente abolida em 2005.
http://super.abril.com.br/saude/verdade-amianto-usado-caixas-d-agua-cancerigeno-443144.shtmlÉ a ausência total de olfato. Ou seja, quem tem anosmia não sente cheiro de nada – e tem o paladar comprometido, já que a língua percebe só cinco sabores (doce, salgado, azedo, amargo e unami, mais conhecido como aji-no-moto). Assim, o anósmico não pode diferenciar um café sem açúcar de um purgante, já que os dois são amargos.O otorrinolaringologista Richard Voegels explica que o distúrbio pode ter origem genética, ser causado por problemas psicossomáticos, traumas na cabeça, cirurgias nasais ou por doenças como rinites e sinusites.Além da anosmia, outros problemas olfativos são fantosmia (sentir cheiros inexistentes), hiperosmia (olfato ultra-sensível), hiposmia (anosmia parcial) e presbiosmia (perda do olfato comum na velhice).Apesar de algumas vantagens (quem não sente cheiro não se incomoda quando um flatulento pega o mesmo elevador que ele), a anosmia pode causar problemas graves, que vão de acidentes com gás ou comida estragada até depressão e distúrbios alimentares, causadas pela perda do paladar.
http://super.abril.com.br/saude/olfato-anosmia-444709.shtmlUm terço de nós, independentemente de alimentação, exercícios físicos ou bons hábitos, pode morrer de câncer. É uma situação que parece não fazer o menor sentido, e não só pelo sofrimento físico e emocional que a doença traz. Afinal de contas, o câncer não passa de uma guerra civil no interior do próprio organismo: algumas células de repente resolvem se multiplicar de forma desordenada e descontrolada. É uma péssima idéia, inclusive para elas: mesmo que dominem o corpo, o único resultado dessa vitória é a morte do organismo – e delas, que afundam junto. Então, por que diabos essa bagunça toda acontece?Porque, há mais de 600 milhões de anos, os ancestrais de todos os animais vivos hoje, inclusive nós, passaram a viver como um conjunto de muitas células. Essa é a principal explicação proposta pelos biólogos hoje e ganha força justamente por levar a evolução em conta.Um dos grandes problemas para um ser de muitas células, como nós, é coordenar, tintim por tintim, a formação do organismo, que depende tanto da multiplicação celular quanto da morte celular programada. É só pensar nos espaços entre os dedos: se muitas células não tivessem se suicidado na hora certa, todos nós teríamos os dedos “colados”. O processo envolve uma coreografia genética precisa: se, por algum motivo, o DNA de alguma das células programadas para morrer sofrer uma modificação inesperada, a célula em questão pode simplesmente se multiplicar fora de hora. E, pior ainda, pode fazer isso assumindo características que não têm nada a ver com o lugar do corpo onde está, ou então invadir outros órgãos em sua ânsia de virar muitas células. E nasce um tumor.
CÉLULA TRONCO “DO MAL”
O biólogo Oswaldo Okamoto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conta que esse processo parece ser controlado por um tipo de célula-tronco – pois é, a mesma categoria que inclui as supostas células milagrosas buscadas por médicos para reparar órgãos. Todas as partes do organismo precisam de células-tronco, que ficam num estado menos especializado, prontas a se multiplicar para corrigir uma lesão, digamos. O problema é que, se elas saem do controle, passam a usar seu potencial multiplicador para o mal, originando o câncer.Isso explica por que é difícil eliminar a doença. “A volta de um tumor após o tratamento é freqüente porque seria preciso matar todas as células-tronco tumorais. Mas basta que uma centena delas sobreviva para trazer o câncer de volta”, afirma Oswaldo Okamoto.Para completar a armadilha, há indícios de que alguns genes ligados ao câncer também são essenciais para curar ferimentos e retardar o envelhecimento. Precisamos deles para manter a saúde, mas eles também podem estar por trás de tumores. Pelo visto, para correr o risco de ter a doença, basta estar vivo.7,6 milhões de pessoas morreram de câncer no mundo em 2007. Nos países ricos, a doença deve se tornar a principal causa de morte nas próximas décadas.
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O fumo mata 5,4 milhões de pessoas por ano. Mas e se, em vez de provocar câncer, o tabaco fizesse exatamente o contrário: ajudasse a acabar com os tumores? É isso que um grupo de cientistas americanos está prestes a fazer: eles descobriram que o vírus TMV, que ataca a planta do tabaco, pode ser modificado geneticamente para combater o câncer em seres humanos.A idéia é inserir remédios anticâncer dentro do vírus, que então seria injetado no sangue o paciente. Ele passearia por dentro do corpo e só soltaria as drogas quando encontrasse um tumor. Mas por que o vírus do tabaco? Primeiro, porque ele é oco: tem bastante espaço para moléculas de remédio. “É quase como se o vírus fosse uma microsseringa”, explica o biólogo William Bentley, da Universidade de Maryland. Além disso, o bichinho age com precisão. Isso porque as células cancerosas têm peptídeos (um tipo de molécula) específicos, diferentes dos peptídeos normais. Os cientistas descobriram que, se você grudar um desses peptídeos cancerosos no vírus do tabaco, o vírus só consegue se conectar às células doentes – deixando intocadas as células saudáveis. Traduzindo: ao contrário das atuais terapias anticâncer, o tratamento à base de tabaco não teria efeitos colaterais . A pesquisa está em fase inicial, e o tratamento ainda não foi testado, mas os cientistas estão animados. Segundo eles, o vírus é inofensivo para as pessoas – parte da população, inclusive, já tem pequenas quantidades dele no organismo (pelo contato com cigarros). O único porém é que, com o tempo, o sistema imunológico humano poderia criar resistência ao TMV, acabando com a eficiência do tratamento. Mas, mesmo se isso acontecer, o tabaco do bem não vai perder seu lugar na medicina: a empresa americana Targacept está desenvolvendo tratamentos à base de nicotina para combater a hipertensão e vários tipos de doença mental. Só não vale fumar.
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